Sobre o fim das sacolas plásticas em SP
A notícia: http://br.noticias.yahoo.com/fim-das-sacolinhas-sp-veja-%C3%A9-melhor-op%C3%A7%C3%A3o-110102809.html
O que a notícia traz: como você vai pagar pelo que você já pagava…
O fim das sacolas plásticas em SP é por puro interesse econômico. As sacolas plásticas não são as vilãs do meio ambiente. Os supermercados posam de benfeitores, o governo varre um problema para baixo do tapete, e ambos fazem o que sabem fazer de melhor: empurrar a conta para o consumidor. Você que mora em SP, e logo em todo o país, vão pagar pelo que já pagavam. As sacolas deixaram de ser um custo para os supermercados e passaram uma receita.
Mas qual é o problema com as sacolas? Na minha opinião o problema é a qualidade da maioria das sacolas que o supermercados encomendam – a mais fraca e mais barata possível. Aqui no mercado que costumamos ir, frequentemente temos que colocar duas sacolas para suportar refrigerantes ou pacotes de 5 quilos. As sacolas que você reutiliza em casa como saco de lixo vão para o lixão, a sacola que se extravia é aquela que não aguentou o peso e você deu outra destinação – que deveria ser o lixo reciclável, e que a coleta de lixo da sua cidade – bem como a da maioria absoluta das cidades, não coletou, e esta sim vai para o meio ambiente. Ou seja, na minha opinião, se as sacolas tivessem qualidade, como de alguns mercados (que inclusive escrevem a sua capacidade, 5kg eu vi hoje numa destas sacolas), ela não ficaria perdida por aí.
Por outro lado, se o consumo das sacolas é excessivo, e se o Brasil fosse um país sério na aplicação de seus impostos, se poderia cobrar uma taxa pelo uso das sacolas, e destinar este recurso ações ambientais.
Com a palavra os especialistas em meio ambiente.
Natal e Ano Novo
Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)
A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).
Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.
Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.
Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!
Chega de 11/9
O título de um post é quase tudo, mas este foi fácil escrever. Há uma semana ou mais a mídia nacional, e creio que ocidental, não para de inventar novas formas de falar do 11/9. Novas e muitas, muitas enquetes, novos comentaristas falando das mesmas coisas, novas formas de mostrar as mesmas imagens, novas coberturas do que os americanos estão preparando para o dia após 10 anos, etc, etc. Que muita gente já está cheia disso muita gente já sabe, e eu também.
Mas o que me levou a escrever foi este post no twitter de uma rádio, com a mais criativa enquete até o momento: “Enquete: O que seria diferente no pós 11/09 com Al Gore no poder? Ele também foi vítima de conspiração nas eleições presidenciais?” Tudo bem, pode ser interessante pensar nisso. Mas é um exagero como enquete.
A mídia faz de tudo para mostrar e “remostrar” – e muito, o que os americanos fizeram, as guerras, a segurança extrema, as ações com turistas, contra estrangeiros em seu país, as homenagens que podem ter sentido para eles mas são sensacionalistas para nós, etc. Quantos milhares morrem no Brasil sem ser notícia? Quantos estão sofrendo agora com as enchentes no Sul? Como escreveu um amigo meu no twitter em seu desabafo sobre o mesmo tema.
A mídia poderia estar gastando bem mais tempo, e melhor, analisando como e por que o mundo mudou nestes 10 anos, o que isso tem a ver com as pessoas comuns aqui no Brasil e fora daqui, enfim em grande parte do mundo. Há também que enfatizar as centenas de milhares mortes causadas pelas duas guerras iniciadas pelos americanos (que Al Gore também faria e o Obama ainda não encerrou totalmente). Foram 900 mil mortes até hoje – citado pelo http://bit.ly/pGK4bU O prejuízo para o orçamento americano com as despesas militares foi alto, mas o lucro privado (talvez o que mais interesse ao governo americano) gerado por estas guerras também é alto, e isso eu não vejo na mídia (alguém viu?).
Já as questões morais ou éticas, que também são importantes, ficam a cargo de cada um. Mas me permito incluir aqui. Minha filha me perguntou: o Osama é do mal? É louco? Eu respondi: Não. Nem ele nem o Bush. Cada um agiu segundo sua lógica, ou cultura, e muito bem construídas. Cada um reagiu de acordo com suas capacidades. No seu ponto de vista, cada um tem razões suportadas por muitos em seu país ou região. Este é o lado triste de todas estas situações que o mundo viveu e continua vivendo, infelizmente. E temos o que pensar: por que depois dos anos de paz e amor a humanidade não parou com as guerras? Ou, de uma forma menos romântica, por que o país responsável pela guerra símbolo dos anos 60 é o mesmo das guerras que talvez fiquem como símbolo do início do século XXI? Imagine.
P.S. Na minha memória, o assassinato do Osama foi o único na história recente (após a 2a Grande Guerra) anunciado por um presidente de um país, e comemorado por seu povo, esteja em guerra ou não.
Leia também Bin Laden made news, not history – Opinion – Al Jazeera English http://aje.me/oUkZyd
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A Bíblia está errada…
Deus não fez a mulher com a costela do homem. Deus fez o homem depois da mulher e não da sua costela. A tese é facilmente defendida, mas vou apenas apresentá-la e colocar algumas suposições para comprovação, pois me faltam conhecimentos de biologia e genética para mais que isso.
Hipótese 1: Deus não usou a costela, mas uma célula-tronco da medula
O intérprete das palavras divinas não conhecia biologia (mas Deus sim, é óbvio) e não entendeu o que seria célula-tronco. E como junto com a medula foi a costela, ele concluiu: foi da costela. E como este intérprete devia ser um homem, pois na época às mulheres não devia ser permitido escrever, colocou “costela do homem”.
Hipótese 2: Deus criou o homem a partir da mulher
A mulher tem cromossomos XX e o homem tem cromossomos XY. Ou seja, ao copiar os cromossomos da mulher para o homem Deus também criou a mutação genética (que a Bíblia não reconhece). E a mutação genética é responsável pelo desenvolvimento de todas as espécies futuras, como demonstrou Darwin na sua Teoria da Evolução.
Corolário: A mulher é mais capacitada para a sobrevivência no planeta do que o homem.
Por que se alguma anomalia genética acontecer num dos cromossomos X (e a probabilidade de acontecer nos dois é muita pequena), o outro cromossomo X ainda consegue anular esta anomalia, na maioria dos casos. Mas se acontecer no cromossomo X do homem, tá ferrado. Isto explica por que a maior parte das anomalias genéticas se manifestam no homem. E também por que o cromossomo Y é uma cópia com defeito do cromossomo X.
Conseqüências deste corolário:
1) Deus escolheu a mulher para a gestação, pois a probabilidade de ela passar as anomalias para os descendentes também será menor.
2) Deus colocou o óvulo na mulher e milhões de espermatozóides no homem, por que os espermatozóides com mutação tem menos chances (por que serão em menor quantidade) de conseguir penetrar no óvulo.
Untitled
Resultado da pesquisa de qualidade dos meus tweets.
Em breve aqui. 13/dez/2010
Ainda vou fazer nesta vida (se ela não terminar amanhã)
(lista em atualização constante)
Ainda vou fazer de novo:
- pilotar um avião
- correr um triatlo
- correr uma maratona
- tocar piano
- desenvolver um aplicativo
Ainda vou fazer:
- escrever um ensaio filosófico (com mais de 10 páginas)
- desenvolver um aplicativo para smartphone
- viajar ao espaço, se eu ficar milionário
- aprender a cantar
- planejar e executar uma construção (a teoria na prática)
Nunca vou fazer: dizer que nunca vou fazer.
resposta a um amigo, sobre política
sobre excesso de tarefas e informação – espaço aberto c&t globonews
Sobre a vida após a morte
A propósito do filme Nosso Lar, que pretendo assistir neste sábado.
A vida após a morte não é vida no sentido que conhecemos, não tem matéria – ou esta é muito tênue, invisível. Então não há espaço ou tempo, tudo pode ser visto, ou percebido, no presente e no passado. No futuro não, pois ainda haverá o livre-arbítrio. E, como diversão, estes seres do infinito (só a matéria define o finito), criaram o Big Bang, para terem um jardim de matéria onde se divertir e, quem sabe, evoluir nas relações espirituais. Embora não devamos chamar estes seres após a morte de espíritos, pois eles não nos devem ser chamar de seres vivos, talvez nos chamem de “instâncias de objetos (eles) do mundo real (o deles)”.