Religião e futebol

Para os amantes do esporte bretão, ou catalão, o futebol é uma religião. Mas a religião também pode se beneficiar do futebol. O Santuário Nacional de Aparecida, instituição (com CNPJ e recolhedora de impostos) da igreja católica que administra a basílica de Aparecida, apresentou projeto ao BNDES para financiamento para construção de hotel com 330 suítes próximo à basílica. A instituição católica afirma que solicitou o financiamento no programa de incentivo ao turismo do banco. O BNDES confirma que transferiu  (espertamente) o contrato de seu programa regular para o o ProCopa Turismo. E as obras estão bastante adiantadas. Leia mais no Contas Abertas

Fonte: Contas Abertas

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10 motivos para NÃO aprovar o casamento gay

Fofoca digital

O que é a fofoca? Segundo a wikipedia, consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia. Ainda segundo a Wikipedia, já na Inglaterra da rainha Elizabeth existia a fofoca – no caso, a fofoca real! E também segundo a Wikipedia, a fofoca é considerada um hábito feminino, mas estatisticamente os homens são mais fofoqueiros. Os assuntos mais fofocados geralmente estão ligados a fatos ou pessoas próximas, no ambiente de trabalho, na vizinhança, na família. Às vezes uma fofoca é iniciada pelo próprio agente participante. Neste caso, se for homem, este forneceu a informação (a fofoca) para gabar-se com os amigos. Já as mulheres, para liquidar com a fama de alguma concorrente. Já as fofocas de pessoas públicas tornaram-se um negócio, o das revistas de fofocas, e muito lucratico, pois muita gente gosta de ler estas fofocas – pagando ou não para isso, pois, hoje em dia, a internet está repleta de fofocas grátis.

Como característica dos agentes participantes de uma fofoca tem-se a proximidade – amigos, vizinhos, colegas de trabalho, etc. Assim, a fofoca tem alguma credibilidade, que, geralmente, não pode ser confirmada. Daí o prazer que muitos tem em passar a fofoca adiante. Mas uma fofoca pode acabar com a reputação de uma pessoa, pois, até que seja desmentida, muita água vai passar debaixo dessa ponte. E por isso também corre-se o risco de comprar uma briga. Por isso, antes de passar adiante, tem-se que medir estas consequências, ou seja, sobre quem você está fofocando. Se for do seu chefe, ou sua chefe, é melhor não arriscar. No caso dos jornalistas, o cuidado a se ter é confirmar a informação antes de escrever, ou ter uma fonte totalmente confiável.

Falando agora da internet. O que se tem hoje na internet? principalmente duas situações. A primeira é a avalanche de informações. Além das mídias convencionais (televisão e jornais, principalmente) que também estão na internet, existem as mídias sociais, novidade mais recente na internet. Mídias sociais (ou redes sociais) são os blogs, facebook, twitter, youtube, orkut, myspace, delicious, etc. Estes são aplicativos (software) para internet que permitem que o utilizador do aplicativo crie seu próprio conteúdo e troque conteúdos com outros, sem interferência (em tese) do gestor do aplicativo. Eu creio que a capacidade de todas as pessoas que estão utilizando as mídias sociais de produzir informação, ou replicá-la, é muito maior do que a capacidade das mídias convencionais. Vejamos. No Brasil há mais de 35 milhões de usuários inscritos no FacebookO tempo que as pessoas no Brasil passam na internet é maior do que 2 horas diárias. Uma pessoa, em média, via internet, é capaz de comunicar cerca de seis jornais completos por dia, seja em conversas, mensagem e troca de dados (li aqui). Faça as contas. O excesso de informação é considerada a neurose do século XXI, isto para quem leva a informação a sério, mas não é disso que estou tratando neste post. E as redes sociais também estão cada vez mais rápidas em divulgar os fatos. Num fato bem recente, a morte da cantora Whitney Houston foi divulgada 27 minutos antes no Twitter do que na Associated Press.

A segunda característica, é que a internet, mais especificamente, as redes sociais, conectou pessoas que propriamente não se conhecem. Você (no sentido genérico) escreve para uma pessoa na rede social por que a achou simpática, por qualquer motivo. Mas este motivo pode ser bastante superficial, após uma dúzia de tweets apenas, por exemplo. E até prova em contrário, você continuará achando esta pessoa simpática, e vai compartilhar e comentar boa parte do que esta pessoa compartilhar. E assim esta formada uma rede gigantesca, amorfa, sem cara nem cor nem credo. De outro lado, nas redes sociais, todo mundo diz o que pensa, pelo simples fato de que se pode dizer o que se pensa. Assim, qualquer mensagem ou conteúdo que agride alguma parte desta rede amorfa irá resultar no caos: milhares de comentários agressivos, exortando a ignorância dos pretensos autores, muitas vezes altamente discriminatórios, sem limites, muitas vezes ilegais. E como não há contato próximo entre as pessoas, a frieza e a fúria se amplificam espetacularmente (mas quase ninguém bota a cara no youtube!). E o fato de que em redes sociais como o Facebook as pessoas estão identificadas (diferentemente dos blogs), é comum também os exibicionismos de opinião – opina-se sobre tudo. Qualquer fato é motivo para dar uma opinião. Multiplique isso por vários milhares, e teremos um pequeno caos dentro do grande caos. Qual o ganho disto tudo? há que se refletir (eu tenho algumas ideias …)

E onde as duas coisas se ligam – a fofoca e a internet. Bem, a fofoca precisa de afirmações não baseadas em fatos concretos. E as mídias sociais trazem milhares de afirmações por dia – e outros milhares de informações. E está feita a festa. Aqueles que adoram uma fofoca, passam a fofocar de todos, não mais apenas do seu pequeno círculo de relações. E aqueles que não gostam da fofoca convencional, ou tem receio, entram na brincadeira digital – ou, às vezes, estão passando uma fofoca sem saber (leia último parágrafo). E esta nova modalidade de fofoca, a digital, segue fazendo seus estragos, destuindo reputações, matando pessoas, entre outras barbaridades.

Eu não poderia terminar sem um conselho, muito comum entre consultores de mídias sociais na web. Quando você receber uma notícia, aplique este novo ditado “Google before you tweet is the new think before you speak“* (google** antes de twittar*** é o novo pense antes de falar). As situações enganosas mais comuns é que a noticia é velha (e você estará passando como nova) ou não é verdadeira. Exemplos não faltam, veja alguns dos mais famosos no site http://www.e-farsas.com/. Veja uma boa síntese de conselhos aqui. Bem, eu não segui todos os conselhos ao escrever este post, e espero que tudo certo e eu passe ileso por essa!

* ainda não descobri quem criou este ditado
**google, do verbo googlar
***eu prefiria tuitar, mas me rendi ao professor Laércio

 

Sobre o fim das sacolas plásticas em SP

A notícia: http://br.noticias.yahoo.com/fim-das-sacolinhas-sp-veja-%C3%A9-melhor-op%C3%A7%C3%A3o-110102809.html

O que a notícia traz: como você vai pagar pelo que você já pagava…

O fim das sacolas plásticas em SP é por puro interesse econômico. As sacolas plásticas não são as vilãs do meio ambiente. Os supermercados posam de benfeitores, o governo varre um problema para baixo do tapete, e ambos fazem o que sabem fazer de melhor: empurrar a conta para o consumidor. Você que mora em SP, e logo em todo o país, vão pagar pelo que já pagavam. As sacolas deixaram de ser um custo para os supermercados e passaram uma receita.

Mas qual é o problema com as sacolas? Na minha opinião o problema é a qualidade da maioria das sacolas que o supermercados encomendam – a mais fraca e mais barata possível. Aqui no mercado que costumamos ir, frequentemente temos que colocar duas sacolas para suportar refrigerantes ou pacotes de 5 quilos. As sacolas que você reutiliza em casa como saco de lixo vão para o lixão, a sacola que se extravia é aquela que não aguentou o peso e você deu outra destinação – que deveria ser o lixo reciclável, e que a coleta de lixo da sua cidade – bem como a da maioria absoluta das cidades, não coletou, e esta sim vai para o meio ambiente. Ou seja, na minha opinião, se as sacolas tivessem qualidade, como de alguns mercados (que inclusive escrevem a sua capacidade, 5kg eu vi hoje numa destas sacolas), ela não ficaria perdida por aí.

Por outro lado, se o consumo das sacolas é excessivo, e se o Brasil fosse um país sério na aplicação de seus impostos, se poderia cobrar uma taxa pelo uso das sacolas, e destinar este recurso ações ambientais.

Com a palavra os especialistas em meio ambiente.

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!

Chega de 11/9

O título de um post é quase tudo, mas este foi fácil escrever. Há uma semana ou mais a mídia nacional, e creio que ocidental, não para de inventar novas formas de falar do 11/9. Novas e muitas, muitas enquetes, novos comentaristas falando das mesmas coisas, novas formas de mostrar as mesmas imagens, novas coberturas do que os americanos estão preparando para o dia após 10 anos, etc, etc. Que muita gente já está cheia disso muita gente já sabe, e eu também.

Mas o que me levou a escrever foi este post no twitter de uma rádio, com a mais criativa enquete até o momento: “Enquete: O que seria diferente no pós 11/09 com Al Gore no poder? Ele também foi vítima de conspiração nas eleições presidenciais?” Tudo bem, pode ser interessante pensar nisso. Mas é um exagero como enquete. 

A mídia faz de tudo para mostrar e “remostrar” – e muito, o que os americanos fizeram, as guerras, a segurança extrema, as ações com turistas, contra estrangeiros em seu país, as homenagens que podem ter sentido para eles mas são sensacionalistas para nós, etc. Quantos milhares morrem no Brasil sem ser notícia? Quantos estão sofrendo agora com as enchentes no Sul? Como escreveu um amigo meu no twitter em seu desabafo sobre o mesmo tema.

A mídia poderia estar gastando bem mais tempo, e melhor, analisando como e por que o mundo mudou nestes 10 anos, o que isso tem a ver com as pessoas comuns aqui no Brasil e fora daqui, enfim em grande parte do mundo. Há também que enfatizar as centenas de milhares mortes causadas pelas duas guerras iniciadas pelos americanos (que Al Gore também faria e o Obama ainda não encerrou totalmente). Foram  900 mil mortes até hoje – citado pelo http://bit.ly/pGK4bU O prejuízo para o orçamento americano com as despesas militares foi alto, mas o lucro privado (talvez o que mais interesse ao governo americano) gerado por estas guerras também é alto, e isso eu não vejo na mídia (alguém viu?). 

Já as questões morais ou éticas, que também são importantes, ficam a cargo de cada um. Mas me permito incluir aqui. Minha filha me perguntou: o Osama é do mal? É louco? Eu respondi: Não. Nem ele nem o Bush. Cada um agiu segundo sua lógica, ou cultura, e muito bem construídas. Cada um reagiu de acordo com suas capacidades. No seu ponto de vista, cada um tem razões suportadas por muitos em seu país ou região. Este é o lado triste de todas estas situações que o mundo viveu e continua vivendo, infelizmente. E temos o que pensar: por que depois dos anos de paz e amor a humanidade não parou com as guerras? Ou, de uma forma menos romântica, por que o país responsável pela guerra símbolo dos anos 60 é o mesmo das guerras que talvez fiquem como símbolo do início do século XXI? Imagine.

P.S. Na minha memória, o assassinato do Osama foi o único na história recente (após a 2a Grande Guerra) anunciado por um presidente de um país, e comemorado por seu povo, esteja em guerra ou não.

Leia também Bin Laden made news, not history – Opinion – Al Jazeera English  http://aje.me/oUkZyd   

 

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Google +1

Comecei a usar o google +1

Como ativar?
vá no http://www.google.com/experimental/ e selecione o +1 button. Depois disso vai aparecer o +1 button ao lado das suas buscas.
Pelo que eu entendi, se alguém fizer uma busca, nos resultados que eu cliquei o +1 button, alguma indicação vai aparecer.  Mas não sei que tipo de indicação, e como os outros vão ver que eu fiz a indicação!
E também as buscas indicadas por mim aparecem no meu perfil (que é público)
Já fiz (e marquei) 2 buscas:
  1. reverse logistics
  2. logística reversa curitiba
Aguardo contribuições.
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A Bíblia está errada…

Deus não fez a mulher com a costela do homem. Deus fez o homem depois da mulher e não da sua costela. A tese é facilmente defendida, mas vou apenas apresentá-la e colocar algumas suposições para comprovação, pois me faltam conhecimentos de biologia e genética para mais que isso.

Hipótese 1: Deus não usou a costela, mas uma célula-tronco da medula

O intérprete das palavras divinas não conhecia biologia (mas Deus sim, é óbvio) e não entendeu o que seria célula-tronco. E como junto com a medula foi a costela, ele concluiu: foi da costela. E como este intérprete devia ser um homem, pois na época às mulheres não devia ser permitido escrever, colocou “costela do homem”.

Hipótese 2: Deus criou o homem a partir da mulher

A mulher tem cromossomos XX e o homem tem cromossomos XY. Ou seja, ao copiar os cromossomos da mulher para o homem Deus também criou a mutação genética (que a Bíblia não reconhece). E a mutação genética é responsável pelo desenvolvimento de todas as espécies futuras, como demonstrou Darwin na sua Teoria da Evolução.

Corolário: A mulher é mais capacitada para a sobrevivência no planeta do que o homem.

Por que se alguma anomalia genética acontecer num dos cromossomos X (e a probabilidade de acontecer nos dois é muita pequena), o outro cromossomo X ainda consegue anular esta anomalia, na maioria dos casos. Mas se acontecer no cromossomo X do homem, tá ferrado. Isto explica por que a maior parte das anomalias genéticas se manifestam no homem. E também por que o cromossomo Y é uma cópia com defeito do cromossomo X.

Conseqüências deste corolário:

1) Deus escolheu a mulher para a gestação, pois a probabilidade de ela passar as anomalias para os descendentes também será menor.

2) Deus colocou o óvulo na mulher e milhões de espermatozóides no homem, por que os espermatozóides com mutação tem menos chances (por que serão em menor quantidade) de conseguir penetrar no óvulo.

 

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Resultado da pesquisa de qualidade dos meus tweets.

Em breve aqui. 13/dez/2010

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Ainda vou fazer nesta vida (se ela não terminar amanhã)

(lista em atualização constante)

Ainda vou fazer de novo:

  • pilotar um avião
  • correr um triatlo
  • correr uma maratona
  • tocar piano
  • desenvolver um aplicativo

Ainda vou fazer:

  • escrever um ensaio filosófico (com mais de 10 páginas)
  • desenvolver um aplicativo para smartphone
  • viajar ao espaço, se eu ficar milionário
  • aprender a cantar
  • planejar e executar uma construção (a teoria na prática)

Nunca vou fazer: dizer que nunca vou fazer.

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