Entrevista a uma revista liter??ria

Entrevista a uma revista literária

Revista – Na sua experiência, como é o processo de escrever?

RMJ – Para mim, tudo começa escrevendo, pois exercito melhor a minha mente quando meus dedos estão teclando. Mas sempre tenho uma ideia antes, geralmente quando leio ou vejo alguma coisa que outra pessoa escreveu, falou ou mostrou. Aí eu parto desta ideia e começo a escrever, a ideia vai mudando, tomando forma, os assuntos vão surgindo. Posso dizer que em parte minhas ideias nascem como cópia de outras ideias… na natureza nada se cria, tudo se copia, já disse um sábio filósofo. Quando eu penso, me sinto um estúpido. Mas quando eu escrevo, eu começo a me ver como uma pessoa normal. Por isso, a única que realmente eu gosto de fazer é ler, de tudo – menos romance, que não dá tempo e eu acho que já li muito romance, e ver televisão. Por que me faz pensar e escrever, mas não escrevo mais por que não dá tempo, hoje eu não consigo ficar acordado mais do que doze horas por dia, ou seja, pouco para quem quer escrever.

Revista – Na sua opinião, a literatura tem a função de simplificar os assuntos mais complicados e aproximar as pessoas das diferentes ciências?

Não. Quando eu leio algo num jornal, numa revista ou ouço em palestras, nem sempre entendo tudo. E não é minha culpa. As pessoas que não tem a intenção de explicar algo, estas sim simplificam e acabam explicando algo, p. ex. o José (macaco) Simão. Já os que pretendem explicar, não explicam. Se dependesse disso para as pessoas lerem, teríamos menos leitores do que temos. Quem lê, lê por obsessão, nasceu com vocação para leitor e já lê muito quando criança. Eu li entre os 14 e 17 anos a mesma quantidade de livros que entre os 18 e os 40, tirando os livros e textos acadêmicos, acredita? Eu acredito que qualquer assunto pode ser complicado mais facilmente do que simplificado, por isso alguns autores vendem mais do que outros.

Revista – Sobre o que você gosta de escrever?

Eu gosto de escrever sobre assuntos que eu possa agregar alguma crítica, mas estes geralmente exigem alguma pesquisa, além do que eu tenho na minha memória, aí falta tempo. Então eu apenas escrevo no Twitter, que me exige pouca ou nenhuma pesquisa. Mas me mantenho nos mesmos assuntos. Política, sem ser partidário. Sociedade e ética. Sustentabilidade, mas sem abordar meio ambiente, que exigiria mais pesquisa. Economia, que eu prometi que nunca ia estudar por que não entendia como usar para o bem, e acabei estudando, depois dos 40 (leio tudo sobre economia solidária e sou socialista teórico), mas não dou opiniões muito técnicas pois não tenho o conhecimento para tanto. Escrevo muito pouco, mas gosto, sobre espiritualidade pois criaria polêmica. 

Revista – Você revisa o que escreve?

Sempre, até no Twitter, eu confesso, deleto tweets mal escritos. Quanto maior o texto, mais vezes eu reviso. Isso é chato, toma tempo, mas eu sempre faço. Talvez seja um hábito da academia. Mas eu sempre fiz isso, desde os primeiros textos (não publicados) aos 19 anos.

Revista – Há algum assunto sobre o qual você ainda não escreveu, mas deseja escrever?

Filosofia, tratados de filosofia (risos). Sonho em escrever um romance político-econômico-social-filosófico com as minhas ideias, pois como disse Camus ou Proust, não lembro: se você quer convencer alguém escreva um romance. As histórias bem contadas mudam a cabeça das pessoas. Acho que foi o meu caso na infância lendo Isac Asimov. Acho que estudei engenharia por isso.

resposta a um amigo, sobre política

Resposta ao amigo José Marques Filho via Facebook:

Ouço bastante de pessoas não muito letradas que na política estão os menos piores, e analisando o que estes vem fazendo com o nosso país, independente de partido político, eu penso que precisamos 1) colocar nos cargos executivos administradores ao invés de políticos profissionais, 2) um choque de ética no país, que começa pelas coisas mais simples e na escola, + controlar melhor os que os políticos fazem depois de eleitos (by Stephen Kanitz), inclusive podendo destituir do cargo (como se faz nas organizações, não se escolhe por promessas, mas por resultados, tb by Kanitz) 3) leitura como hábito (que leva à educação) desde os primeiros anos. Como disse Ziraldo em entrevista ao Ler & Cia das Livrarias Curitiba: "Ler é mais importante do que estudar". A leitura estimula a imaginação e "a imaginação é mais importante que o conhecimento" (Einstein), vivemos hoje como vivemos porque a maioria da população não usa sua imaginação, prefere ir para as drogas (seja pobre ou seja rico).
Nossos "novos" políticos precisam ousar e ter mais coragem para fazer mudanças mais profundas. Por que não começar com a proposta do Sen. Cristovam Buarque: filhos de políticos devem estudar em escola pública?

resposta a um amigo, sobre pol??tica

Resposta ao amigo Jos?? Marques Filho via Facebook:

Ou??o bastante de pessoas n??o muito letradas que na pol??tica est??o os menos piores, e analisando o que estes vem fazendo com o nosso pa??s, independente de partido pol??tico, eu penso que precisamos 1) colocar nos cargos executivos administradores ao inv??s de pol??ticos profissionais, 2) um choque de ??tica no pa??s, que come??a pelas coisas mais simples e na escola, + controlar melhor os que os pol??ticos fazem depois de eleitos (by Stephen Kanitz), inclusive podendo destituir do cargo (como se faz nas organiza????es, n??o se escolhe por promessas, mas por resultados, tb by Kanitz) 3) leitura como h??bito (que leva ?? educa????o) desde os primeiros anos. Como disse Ziraldo em entrevista ao Ler & Cia das Livrarias Curitiba: "Ler ?? mais importante do que estudar". A leitura estimula a imagina????o e "a imagina????o ?? mais importante que o conhecimento" (Einstein), vivemos hoje como vivemos porque a maioria da popula????o n??o usa sua imagina????o, prefere ir para as drogas (seja pobre ou seja rico).
Nossos "novos" pol??ticos precisam ousar e ter mais coragem para fazer mudan??as mais profundas. Por que n??o come??ar com a proposta do Sen. Cristovam Buarque: filhos de pol??ticos devem estudar em escola p??blica?