Para mim, viajar é …

Esta crônica foi idealizada na fila para entrar numa aeronave Airbus A320 da TAM partindo de São Paulo (Congonhas) com destino a Vitória nesta sexta-feira hora do almoço. Escrita durante o voo de uma hora e vinte minutos de duração, logo após o lanche, servido às 13:35. Revisada no hotel após o almoço às três da tarde.

Para mim, viajar é um mal necessário para se ir de um local a outro. O mundo será muito melhor quando estivermos viajando por teletransporte. Chegaremos mais rápido, e espero que com segurança (o risco é você não ser 100% você quando chegar, e ter alguns átomos perdidos no transporte). Não teremos carros nas estradas, nem aviões nos céus. E também não teremos caminhões nas estradas – os produtos serão iniciados nas fábricas e concluídos no seu local de uso (com o uso das impressoras moleculares, uma evolução das impressoras 3D).

Mesmo eu sendo um aficionado por aviões, desde a adolescência, viajar num avião com conexões que você pode perder, aeroportos cheios e sem conforto, avião lotado e poltronas apertadas, não me agrada nem um pouco. A melhor parte da viagem num avião a jato é a decolagem – quando se sente todo o poder do avião e sua tecnologia. Antigamente a aterrisagem era emocionante, hoje não, virou quase automática. Ver o avião sobrevoando uma grande cidade após a decolagem também é interessante, parece uma SIM City! E ver o mar enorme ao longe.

Para mim, viajar só se justifica para visitar pessoas queridas, por lazer ou a trabalho. Lazer é viajar sem pressa para alguma praia, algum parque ou fazenda. Viajei pouco nessa vida. Para visitar familiares talvez seja o que mais eu tenha viajado – soma mais 40 mil quilometros em viagens de carro (apenas uma volta pela linha do equador). De lazer, algumas dezenas de viagens a algumas praias no Paraná e Santa Catarina, uma vez para um parque de diversões e uma vez para um hotel-fazenda. Viajar a trabalho no meu caso inclui reuniões devido ao cargo, bancas de defesa de dissertações e teses, visitas técnicas, cursos (que eu sou o instrutor), palestras e congressos. Em minha vida profissional de trinta anos foram três reuniões a trabalho fora de Curitiba, uma no Rio de Janeiro em 2002, uma reunião de diretoria do IPMA no Rio de Janeiro em 2010, uma reunião na CAPES em Brasília e um encontro de coordenadores de três dias em Natal, ambas em 2011. Viagens para congressos ou encontros foram um pouco mais: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Viçosa, Gramado, Foz do Iguaçu, San Francisco, Florianópolis, João Pessoa. Fui à Alemanha (Karlsruhe e ”Stutgart”) numa visita técnica de pesquisa por dez dias. Em bancas de defesa de mestrado ou doutorado estive em Florianópolis, Niterói, Porto Alegre e Goiânia. Cursos e palestras foram em Ponta Grossa, Maringá, Foz do Iguaçu, Londrina, Cascavel, Pato Branco e agora em Vitória. Bem! Posso ter esquecido de alguma.

Mas o mundo atual é mesmo da internet, com conversas e reuniões online e videoconferências. As conversas e reuniões pelo Skype são cada vez mais comuns. As “conversas” no Facebook com pessoas distantes eu acho até que aninam a mais algumas viagens! Fiz algumas palestras e aulas por videoconferência já em 2000. E participei de dois congressos online, além das já populares palestras do ”TEDx”. Hoje em dia todas as palestras, reuniões e congressos poderiam ser online, incluindo as reuniões de vendedores e representantes comerciais com seus clientes, que se deslocam diariamente aos milhares com seus carros pelas grandes cidades – ainda não conheço uma estatística desse tráfego.

Para mim, viajar de carro ainda é um pouco mais interessante – eu gosto, por que se aprecia paisagens diferentes, e traz uma sensação de liberdade e auto-controle – seria melhor ainda de motocicleta, mas ainda não tive uma. Pelo mesmo motivo uma viagem de navio deve ser interessante, mas ainda não fui.

Para mim, viajar para conhecer cidades ou localidades pode ser interessante. Mas o mais interessante acaba sempre sendo conhecer pessoas novas. A mim interessa conhecer apenas locais realmente antigos, como Atenas e Machu Pichu, mas ainda não fui. Conhecer construções públicas ou igrejas, seja de que época forem, não me interessa. Não me interessam a arquitetura destas construções, talvez a engenharia – o Empire States e Dubai, por exemplo. Conheci e gostei muito da Golden Gate em San Francisco e também gostei muito da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu – fiz a visita técnica descendo dentro da barragem, no leito do rio, impressionante!

Viajar para competir em maratonas ao redor do mundo seria muito legal. Mas para ser coerente comigo mesmo, teria que ser numa única viagem ao longo de vários meses, viajando mais de carro ou trem, bem devagar e sem pressa. Espero ter forma física, disposição e companhia para fazer isso depois dos sessenta anos. Por que não antes? Por que meu trabalho não permite, e por que eu não preciso disso para continuar vivendo.

Qual a viagem dos meus sonhos? Viajar para a Lua, mas uma viagem em órbita da Terra já seria excelente.

Educação e eleições

Falando de educação lembramos que a educação plena depende dos limites que os pais impõem aos seus filhos na infância. Todos os pais passam valores e exemplos para seus filhos. A questão é que uns passam valores positivos e outros negativos. Os primeiros são maioria com certeza absoluta, mas muitas vezes são passivos. E os segundos, a minoria, são mais barulhentos e violentos, e geralmente não são passivos, criando a sensação de que a nossa sociedade não tem futuro. Tem sim, basta ser mais ativo. Incluindo neste momento: vote consciente nas próximas eleições.

Comissão da Câmara dos Deputados aprova jornada máxima de 30 horas para psicólogos

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (22) proposta que fixa a jornada máxima de trabalho do psicólogo em trinta horas semanais, proibindo ainda a redução de salário. O relator, deputado Eleuses Paiva (PSD-SP), recomendou a aprovação da matéria. Ele observou que o pedido de redução da carga horária de trabalho pelos psicólogos é justificado por ser uma categoria que enfrenta diariamente grande estresse. “Quando o profissional trabalha exaustivamente, ele passa por uma sensação de esgotamento emocional, podendo tornar-se insensível e por vezes até desumano na relação com os outros”, disse o parlamentar.

Ok! Beleza. Já são muitas as categorias que tem jornada de 30 horas. Isto posto, proponho que todas as categorias profissionais tenham a jornada de trabalho de 30 horas semanais. Além de diminuir o estresse, a medida trará outras vantagens. Vamos a algumas. Com um único turno de 6 horas diárias mais pessoas irão se deslocar fora dos horários de pico atuais, diminuindo a ocupação nos transportes coletivos nestes horários. As pessoas poderão dedicar uma parte do dia, e não da noite, para estudos, atividades físicas, lazer, passar mais tempo com a família, etc. Com a redução da jornada, o ritmo (louco) de trabalho também seria reduzido. Ou seja, a qualidade de vida melhorará muito. E a qualidade de vida terá como conseqüência a redução dos problemas de saúde, com ganhos para a economia do país (com menos gastos em saúde) e para empresas com a redução das perdas com problemas de saúde de seus trabalhadores.

Reduzindo a jornada vai se gerar mais empregos. Mas da mesma forma que se deve reduzir a jornada, também deve-se acabar com as horas extras, hoje difundidas e usadas ao extremo da legislação (ou até ilegalmente) pelas empresas.

O que mais pode justificar a redução da jornada? O aumento da produtividade com a informatização e automatização sem precedentes na história do trabalho. Só nos últimos 20 anos a produtividade mais que dobrou. Quem ficou com este ganho? Com as empresas. Estas têm diminuído cada vez mais a força de trabalho por conta destes aumentos na produtividade. Estes ganhos pagariam com sobras a redução da jornada. E os ganhos seriam distribuídos para todos, empresários (com a aumento dos lucros), sociedade (com a redução de preços) e trabalhadores (com a redução da jornada).

Mas para ser mais justo ainda, as horas que os trabalhadores gastam para se locomover deveriam ser descontadas da jornada de trabalho.

A Constituição Federal determina a jornada especial de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

Após uma rápida pesquisa na internet esta é uma relação das categorias que tem jornadas de trabalho especiais:

  1. médico e médico veterinário no serviço público: 20 horas
  2. dentista: 20 horas
  3. terapeuta ocupacional: 30 horas
  4. fisioterapeuta: 30 horas
  5. fonoaudiólogo: 30 horas
  6. jornalista: 30 horas, 5 horas diárias
  7. técnico em comunicação visual: 25 horas
  8. técnico em radiologia: 24 horas
  9. podem ter jornada de 30 horas: engenheiros, químicos, arquitetos, agrônomos e veterinários
  10. jornada de 6 horas diárias: ascensoristas, operadores de telemarketing, bancários e músicos
  11. advogado: 20 horas, 4 horas semanais ou 40 horas se for com dedicação exclusiva
  12. aeronauta: 11 a 20 horas dependendo do tipo de tripulação
  13. aeroviários (de pista): 6 horas diárias
  14. artista: 6 horas diárias, o limite semanal depende do tipo de atividade artística
  15. bombeiro civil: 36 horas semanais, 12 x 36 horas
  16. empregados de minas e subsolos: 36 horas
  17. professor: máximo de 4 horas consecutivas, ou 6 intercaladas, na mesma escola
  18. revisor: 6 horas diárias
  19. telefonista e telegrafista (!): 6 horas diárias

Estão em campanha pela aprovação da jornada de 30 horas (6 horas diárias ininterruptas): enfermeiros, psicólogos, servidores públicos em atividade de atendimento ao público.

 

Curitiba. Viaduto estaiado? Vai pra ponte que partiu…

De Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) publicado pelo jornal Gazeta do Povo, de Curitiba

Curitiba ganhará um novo cartão postal: um viaduto estaiado! Os benefícios são incontáveis: a população poderá tirar fotos da nova atração, poderá passar pelo viaduto de carro e, ainda por cima, postar no Facebook, com orgulho, que a cidade finalmente está no mesmo patamar de desenvolvimento de São Paulo, Brasília e Manaus.
Particularmente, entretanto, não acredito que a capital paranaense careça de cartões postais. Já temos vários. Tantos que, por não dar conta de todos, a Prefeitura está repassando alguns para o controle da iniciativa privada, como a Pedreira Paulo Leminski, a Ópera de Arame e o Parque Náutico do Iguaçu.
Voltando à ponte: há poucos dias, o prefeito Luciano Ducci (PSB) autorizou a construção do viaduto estaiado na Avenida Comendador Franco (das Torres). A previsão inicial é que a “obra de arte a céu aberto” custará R$ 84,5 milhões, oriundos das burras públicas, o que equivale ao gasto de aproximadamente R$ 50 por habitante na obra.
Qualquer municipalidade minimamente democrática consultaria todos os seus cidadãos antes de tungar R$ 50 do bolso de cada um deles. Consultas públicas ou mesmo plebiscitos são experiências interessantes para ensinar a população a participar de decisões importantes sobre o futuro da cidade que, no fim das contas, pertence a todos – ainda que partes dela estejam em vias de ser privatizadas.
Mas, certamente, os defensores do viaduto teriam poucos argumentos para defender a obra em um ambiente aberto de debates. Ainda que a beleza paisagística seja evocada (o que também é questionável), a ponte não será tão bonita assim a ponto de justificar o custo equivalente a 20 viadutos comuns.
Na prática, pagaremos por um “Minhocão” suspenso por cabos de aços que, muito provavelmente, até mesmo Paulo Maluf teria pudores de propor hoje em dia.
Além disso, não é preciso ser nenhum gênio da engenharia de trânsito para reconhecer que investimentos em transporte público coletivo e ciclovias geram um efeito sistêmico muito mais positivo para o trânsito do que obras viárias para a circulação de carros – que tendem a saturar em um curtíssimo espaço de tempo.
No artigo “Os Dividendos da Bicicleta!, publicado recentemente no jornal The New York Times, a professora de economia da Universidade de Massachusetts Nancy Folbre comemora o fato dos investimentos em infraestrutura para ciclistas ter dobrado nos Estados Unidos entre 2006 e 2010, atingindo a média de US$ 4 (cerca de R$ 8) por cidadão. Mas ela acredita que ainda é pouco.
Apenas para efeito de comparação, em 2011, o investimento de recursos do orçamento municipal de Curitiba na melhoria da rede cicloviária da cidade foi de apenas R$ 174,4 mil, o que equivale ao investimento de US$ 0,05 (R$ 0,10) por habitante, ritmo equivalente ao aplicado nos EUA no ano na penúltima década do século passado.
Para que a capital paranaense atinja o mesmo nível de investimento das cidades norte-americanas, seria um incremento de 8.000% no atual ritmo de investimentos. Mas esse abismo não se justifica pela escassez de recursos, já que sobra dinheiro para construção de obras faraônicas.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, o viaduto terá a implantação de “ciclovia compartilhada” nas duas laterais para o trânsito seguro de ciclistas e pedestres. A Avenida Francisco H. dos Santos, entretanto, não tem vias para circulação de ciclistas. Nem mesmo as chamadas “ciclovias compartilhadas”. Os engenheiros do Ippuc já deveriam ter aprendido que infraestrutura cicloviária só faz sentido se e quando conectadas em rede.
Se optasse pela eficiência do gasto público, um viaduto comum poderia ser construído no local por apenas R$ 4,22 milhões. Sobraria assim dinheiro suficiente para elevar os investimentos na construção de ciclovias, elevando, em pouco tempo, Curitiba ao mesmo patamar de cidades norte-americanas em termos cicloviários.
Ainda assim, sobrariam R$ 66,2 milhões para compra de mais de 60 novos ônibus biarticulados do tipo “azulão”, frota capaz de transportar 15 mil pessoas de uma só vez, para ficar só na pauta da mobilidade –, ou ainda para investimentos em escolas, creches, postos de saúde e saneamento básico.
Isso prova que nosso subdesenvolvimento tem muito mais a ver com a ineficiência na formulação das políticas públicas de nossos governantes do que necessariamente com a falta de recursos.
Ainda que “moderno e futurista”, como quer nos fazer crer a propaganda oficial, o viaduto, na verdade, não nos conecta ao futuro. Ele é sim uma ponte sem retorno, que nos leva obrigatoriamente a um presente em que fazer política significa entregar obras grandes e caras para agradar empreiteiras financiadoras de campanha.
Comentários:
Concordo em gênero, número e grau! E se nossas políticas públicas estão bem assim, a culpa não é somente dos nossos prefeitos. É também da população que não se manifesta. E como se manifestar no assunto políticas públicas. É simples: mostrar aos vereadores (naquele em quem votou, ou naqueles do seu partido, ou naquele que se dizem representantes do seu bairro) o que pensamos. Como mostrar? Como dizem, uma pessoa só não faz a diferença (nesse caso), mas muitas pessoas fazem mudanças. Ou seja, mostrar através da associação de moradores do seu bairro, da associação de pais da escola do seu filho (filha tb), da paróquia (para os não católicos que seja outro nome) da sua igreja, do seu condomínio, etc. Todos estes organismos da sociedade civil podem, inclusive, encaminhar propostas de projetos para a Câmara de Vereadores. Para tanto, devem haver discussões nestas comunidades. E não só no Facebook!
Mas tudo bem, tem um jeito mais fácil? Sim, tem. Os nossos vereadores. Eles tem mais culpa do que nós e do que os prefeitos, ou o IPPUC. Eles deveriam estar ouvindo as comunidades que representam, e as outras também. E fazer valer o seu trabalho de legisladores, incluindo aqui as políticas públicas.
Como as comunidades (grandessíssima maioria) não discutem assuntos de política. Como os vereadores não nos representam nas muitas demandas que a população, pois não as vê sendo atendidas e depende das promessas dos prefeitos (muitas vezes não cumpridas, como na aplicação dos recursos do orçamento para mobilidade para as bicicletas). Então não precisamos de vereadores, pelo menos não em tempo integral. Que eles sejam convocados para legislar e fiscalizar quando necessário. E no mais, usemos o plebiscito (pela internet) para os cidadãos curitibanos decidirem suas vontades, como sugerido pelo Alexandre.
Melhor ainda se este conceito fosse ampliado. É o que chamamos de Democracia Direta.

Plano Nacional de Logística … dinheiro tem!

O anúncio do Plano Nacional de Logística escancarou o que todos sabiam: os recursos públicos da União existem. Sistematicamente negados para as áreas sociais, agora foram garantidos na ordem de R$133 bilhões para a reforma e construção de estradas de rodagem e ferrovias. Mas o dinheiro vai para empresas privadas, via financiamentos do BNDES (o filho da famosa viúva) e Tesouro Nacional (a famosa viúva), que terão concessão pelo prazo de 20 a 30 anos. Renováveis ao final deste prazo, isso por mais 300 anos e lá vai, ou seja, privatizou e não se fala mais nisso!

Depois das estradas virão os portos, os aeroportos acho que já foram (ou pelo menos foram anunciados), as hidrovias, e tudo bem. Pelo menos servirão para o que são construídos, pois hoje nem isso.

E a empresa de gerenciamento criada (Empresa de Planejamento e Logística – EPL) não será uma agência reguladora. Irá fazer o gerenciamento e acompanhamento dos projetos.

É esperar, quem estiver vivo verá!

Bosch acerta acordo com os trabalhadores para as demissões

Atualizando post anterior do dia 18  (link no final)

No dia 20 a Bosch concordou com a proposta dos trabalhadores para a compensação das demissões. Entre as justificativas da unidade paranaense para demitir estão: crise na Europa, adaptação ao novo Euro 5 e retração no mercado de motores a diesel no país. Desde janeiro deste ano até agora a Bosch já realizou mais de 500 demissões, considerando apenas os desligamentos via Sindicato. A Bosch já havia demitido 826 trabalhadores em 2009 (após a crise financeira mundial), com as mesmas compensações.

continue lendo aqui https://ricardomendesjr.wordpress.com/2012/08/18/bosch-demitira-cerca-de-400-trabalhadores-da-fabrica-de-curitiba/

HP registra $9 bilhões de prejuízo no trimestre

de Mashable

Como esperado, a Hewlett-Packard registrou um prejuízo de US $ 8,9 bilhões em seu terceiro trimestre, como a empresa registrou US $ 10,8 bilhões em baixas contábeis (write-downs) de aquisições e custos de reestruturação. As receitas diminuíram 5%, para US $ 29,7 bilhões sobre o ano anterior. A gigante da informática ganhou US $ 2 bilhões, ou US $ 1,00 por ação, nos três meses encerrados em julho. A empresa reduziu ligeiramente o limite superior de sua meta para os 12 meses, de 4,07 dólar por ação para US $ 4,05 por ação.

“A HP ainda está nos estágios iniciais de uma recuperação de vários anos, e estamos fazendo um progresso razoável, apesar dos ventos contrários”, Meg Whitman, presidente e CEO da HP, disse em um release de resultados . “Durante o trimestre demos passos importantes para nos concentrarmos nas prioridades estratégicas, gerenciar custos, conduzir as  mudanças organizacionais necessárias, e melhorar o balanço. Nós continuamos a cumprir o que dizemos que vamos fazer. ”

HP anunciou em março seus planos para fundir seus negócios em PCs e impressoras em uma subdivisão. Bem como a empresa agrupou um número de divisões menores, tudo como parte de um esforço para criar uma estrutura de gestão mais enxuta. Em maio, a HP disse que estaria demitindo 27 mil de seus funcionários , ou cerca de 8% de sua força de trabalho, ao longo dos próximos 18 meses.

Embora a receita de software tenha aumentado 18% no trimestre, sua divisão PC viu um declínio de 10% nas vendas. Como a Dell , a HP está sofrendo com a estagnação nas vendas de PCs pois os consumidores “abraçam” a computação móvel.

Tradução do Blogueiro

Ex-estudante faz doação milionária para a Universidade de Oxford

O empresário, ex-jornalista e ex-estudante da instituição, Michael Moritz, e sua esposa, a romancista Harriet Heyman, doaram US$ 115 milhões à Universidade de Oxford. A doação será usada para ajudar jovens com poucos recursos, e é o maior valor dedicado a estudantes na Europa. Esta quantia será utilizada para pagar a matrícula e manter cerca de 100 estudantes em Oxford. Somente a matrícula gira em torno de US$ 13,7 mil anuais. A ideia de Michael é iniciar um fundo que financie a entrada de estudantes pobres em Oxford. Este fundo irá baixar os custos para US$ 5,4 mil anuais. Valor que será financiado por programas do governo, que permite que os alunos paguem somente depois que começarem a ganhar mais de US$ 32 mil anuais. Moritz, que se graduou em Oxford em 1976 no curso de história da arte, revelou que por trás da doação há uma razão pessoal. “Não estaria aqui se não fosse pela generosidade de estranhos”, disse o empresário, cujo pai teve a oportunidade de estudar em um bom colégio em Londres graças a uma bolsa de estudos “depois de perder tudo” na Alemanha nazista.

Fontes: Portal Educação e Blog da Regina

Michael Moritz nasceu em Cardiff (País de Gales) e em 1978 cursou um MBA nos EUA, custeado por um programa de intercâmbio entre os dois países (Thouron Award), indo depois trabalhar como jornalista. Em 1984 já demonstrava interesse pela área de tecnologia, ao escrever o livro “The Little Kingdom: the Private Story of Apple Computer”. Revisto e ampliado em “Return to the Little Kingdom: How Apple and Steve Jobs Changed the World”, em 2009. Em 1986 iniciou sua participação no fundo de capitais Sequoia Capital, hoje um dosfundos de investimentos mais influentes do Vale do Silício [1]. Em 2004, com a abertura de capital da Google, se tornou o homem mais rico do País de Gales. Em 2008, junto com sua esposa, doou US$ 50 milhões para sua antiga escola, também em Oxford. Foi também um importante doador para a campanha do Barack Obama.  (by wikipedia) Em maio deste ano Moritz anunciou [2]que está se afastando parcialmente das suas atividades na Sequoia Capital por causa de uma doença incurável.

Pelo que me lembro é muito mais comum notícias de doações para universidades vindas da Europa e EUA do que no Brasil. E a pergunta que surge sempre é: por que não se lê notícias semelhantes no Brasil? Doações para escolas e universidades devem ocorrer também por aqui. Mas o que se lê, vez ou outra, são notícias de doações para hospitais de excelência. Me lembro do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, que é uma doação de direitos de imagem, ao que parece. E as frequentes doações de cantores sertanejos, entre outros artistas, a hospitais, como o Hospital de Câncer de Barretos (entre no sítio e veja que sempre há celebridades fazendo propaganda na primeira página), que tem a renda de 1 dia da famosa festa de peão doada ao hospital há 18 anos [3]. Uma lista divulgada pelo cantor Luan Santana é bem representativa (total de R$ 1,8 milhões). Embora precisemos de mais dinheiro, e mais bem aplicado [4], tanto na saúde quanto na educação.

Elio Gaspari escreveu sobre o assunto [5] e informa que as doações do bilionários brasileiros não são muito relevantes (por isso não se tem muita notícia). Ao contrári0 do que ocorre nos EUA, onde a respeitada Universidade Harvard foi fundada com doação de um pastor/taverneiro e o Massachussetts Institute of Technology (MIT) teve impulso com doações de George Eastman (fundador da Eastman Kodak, mais conhecida como Kodak – anagrama inventado por ele e sua esposa, e nada ver com a Linda Eastman depois McCartney]). O Brasil tem 36 bilionários (em dólares) na lista da Forbes (atualmente 37 [6]), mas, segundo Gaspari, juntando outros bilionários que escaparam ao radar da revista, somam 50 bilionários que acumulam pelo menos US$ 200 bilhões, mas só uns 30 patrocinam filantropias relevantes. Uma pequena parte desta dinheirama, uns US$ 500 milhões, ou US$ 10 milhões de cada um, seria o suficiente para fundar duas boas escolas, mais uma de engenharia e outra de medicina! Mas o que mais justifica esta avareza? O fato de que este dinheiro, passando pelo governo ou por instituições semioficiais, acaba malbaratado (sobre má distribuição de recursos na educação, ver artigo [4]).

[1] http://online.wsj.com/article/SB120874359166230199.html

[2] http://techcrunch.com/2012/05/21/venture-capitalist-michael-moritz-says-hes-stepping-back-from-sequoia-capital-because-of-illness/

[3] http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/luan-santana-divulga-planilha-com-valores-de-doacoes-que-fez-a-instituicoes-de-caridade/

[4] http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/radiografia_das_univers.htm

[5] http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/04/11/o-que-que-harvard-o-mit-tem-por-elio-gaspari-439819.asp

[6] http://www.forbes.com/billionaires/ – escreva Brazil no campo busca (SEARCH)

 

Bosch demitirá cerca de 400 trabalhadores da fábrica de Curitiba

Atualização em 23/08/2012 ao final do texto.

A retração da venda de motores a diesel no Brasil (ao contrário de outros países, no Brasil carros de passeio não tem motores a diesel, somente algumas SUVs), a queda das exportações e o aumento dos custos de fabricação para adaptação ao novo padrão de  motores exigido no Brasil levaram a Bosch a anunciar já no início do ano que haveriam demissões – em torno de 10% do total de trabalhadores da fábrica. A empresa fez uma proposta aos metalúrgicos de compensação pelas demissões.

A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores em assembleia na sexta-feira (17), que deram um prazo para empresa fazer uma contraproposta. Caso não haja acordo os trabalhadores mudaram de tática e passarão a negociar um acordo de permanência na empresa, havendo possibilidade também de paralisações.

Atualização em 23/08/2012

No dia 20 a Bosch concordou com a proposta dos trabalhadores para a compensação das demissões. Entre as justificativas da unidade paranaense para demitir estão: crise na Europa, adaptação ao novo Euro 5  e retração no mercado de motores a diesel no país. Desde janeiro deste ano até agora a Bosch já realizou mais de 500 demissões, considerando apenas os desligamentos via Sindicato.  A Bosch já havia demitido 826 trabalhadores em 2009 (após a crise financeira mundial), com as mesmas compensações.

A unidade da Bosch situada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) produz bombas injetoras para sistemas a diesel e emprega cerca de 3,6 mil trabalhadores. A empresa possui mais três plantas no Brasil: duas em Campinas (SP) e uma em Aratu (BA). As unidades instaladas no país fabricam produtos para o mercado de reposição, ferramentas elétricas, sistemas de segurança, termotecnologia, máquinas de embalagem e máquinas industriais, além de prestar serviços automotivos para montadoras.

Fontes:

http://www.simec.com.br/?area=ler_noticia&id=2219

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=897575&tit=Bosch-demite-900-e-da-ferias-para-3-mil-em-Curitiba