A internet das coisas e a “coisificação do ser humano”

Ainda dá tempo para mudar essa história, sem abandonar a internet das coisas. Basta diminuir as horas de trabalho, a procura por trabalho, os resultados esperados do trabalho, a economia do trabalho e mudar para as horas das pessoas, a procura pelas pessoas, os resultados esperados das pessoas, e a economia das pessoas.

Daniela Manole - Blog

Vivemos a época em que os gadgets, como os smartphones, atuam como extensões dos nossos corpos. Quando estamos sem eles, se a bateria acaba, por exemplo, o sentimento é de vazio, de algo que falta em nosso próprio corpo, algo indispensável. Como achar um telefone? Um compromisso na agenda? O caminho para um destino? A conexão com os outros por meio das redes sociais? Isto para ficar nos usos básicos destas máquinas corporais.

Se já sentimos esta abstinência quando ainda são externos aos nossos corpos, é possível imaginar que com a internet das coisas o que mais desejamos sem, entretanto, pensar nas consequências, acontecerá. Uma enorme fusão entre homem e objetos, tudo interligado por uma enorme rede cibernética tomará forma. Desde o carro, os prédios, a mesa do escritório, os móveis e eletrodomésticos da nossa casa, nossos filhos, animais de estimação, bolsas, chaves, tudo que se possa imaginar. Basta que…

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