Vem aí, um novo modelo para as escolas: a Educação 3.0

Entrevista do professor Jim Lengel, consultor e professor da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, lançará em breve um livro sobre o tema, Folha Dirigida | Educação

Organização de alunos por grupos de trabalho, uso constante de tecnologias por estudantes e professores, atividades pedagógicas realizadas dentro e fora de sala de aula, incentivo a lidar com a resolução de problemas práticos. Estas são apenas algumas das possibilidades geradas por um modelo educacional muito discutido em outros países e que, em breve, deve entrar na pauta dos educadores brasileiros: a Educação 3.0.

Jim Lengel, consultor e professor da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, lançará em breve um livro sobre o tema, que terá versões impressa e digital. Quem não quiser esperar pela obra já poderá ter acesso aos conceitos inovadores desta proposta de ensino no dia 1º de outubro, em São Paulo, quando o irá ao Congresso InovaEduca3.0, para apresentar e debater suas ideias sobre a escola contextualizada no mundo em que vivemos e as transformações que as novas tecnologias estão realizando nos processos de ensino e aprendizagem e nas relações professor-aluno.

Lengel enumera pilares que definem uma Escola 3.0. Segundo ele, nesta proposta educacional, os estudantes trabalham em problemas que valem a pena ser resolvidos (que afetam a comunidade onde vivem); alunos e professores trabalham de forma colaborativa; os estudantes desenvolvem pesquisas autodirecionadas; aprendem a como contar uma boa história; aplicam ferramentas adequadas para cada tarefa; e recebem estímulos para serem curiosos e criativos.

Nesta entrevista, Lengel apresenta, por exemplo, as principais diferenças da educação 3.0 para os modelos tradicionais, aos quais ele chama de 1.0 ou 2.0. O principal recado que fica é o seguinte: a linha de ação tende a sair da busca por atividades padronizadas para todos e priorizar diferentes formas de interação pedagógica entre alunos e professores.

“A Educação 2.0 mede o sucesso pelo domínio de um conjunto restrito de rotinas e tarefas cognitivas que foram importantes para o trabalho industrial, nas fábricas. A Educação 3.0 mede o sucesso dos alunos pela curiosidade, coragem, personalidade e capacidade de colaborar em pequenos grupos para resolver problemas complexos”, salienta o educador americano que, nesta entrevista, fala sobre outros aspectos relativos a Educação 3.0, como o papel do professor, o uso das tecnologias, as habilidades mais valorizadas e o que pode mudar nas salas de aula a partir desta nova proposta.

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Ex-estudante faz doação milionária para a Universidade de Oxford

O empresário, ex-jornalista e ex-estudante da instituição, Michael Moritz, e sua esposa, a romancista Harriet Heyman, doaram US$ 115 milhões à Universidade de Oxford. A doação será usada para ajudar jovens com poucos recursos, e é o maior valor dedicado a estudantes na Europa. Esta quantia será utilizada para pagar a matrícula e manter cerca de 100 estudantes em Oxford. Somente a matrícula gira em torno de US$ 13,7 mil anuais. A ideia de Michael é iniciar um fundo que financie a entrada de estudantes pobres em Oxford. Este fundo irá baixar os custos para US$ 5,4 mil anuais. Valor que será financiado por programas do governo, que permite que os alunos paguem somente depois que começarem a ganhar mais de US$ 32 mil anuais. Moritz, que se graduou em Oxford em 1976 no curso de história da arte, revelou que por trás da doação há uma razão pessoal. “Não estaria aqui se não fosse pela generosidade de estranhos”, disse o empresário, cujo pai teve a oportunidade de estudar em um bom colégio em Londres graças a uma bolsa de estudos “depois de perder tudo” na Alemanha nazista.

Fontes: Portal Educação e Blog da Regina

Michael Moritz nasceu em Cardiff (País de Gales) e em 1978 cursou um MBA nos EUA, custeado por um programa de intercâmbio entre os dois países (Thouron Award), indo depois trabalhar como jornalista. Em 1984 já demonstrava interesse pela área de tecnologia, ao escrever o livro “The Little Kingdom: the Private Story of Apple Computer”. Revisto e ampliado em “Return to the Little Kingdom: How Apple and Steve Jobs Changed the World”, em 2009. Em 1986 iniciou sua participação no fundo de capitais Sequoia Capital, hoje um dosfundos de investimentos mais influentes do Vale do Silício [1]. Em 2004, com a abertura de capital da Google, se tornou o homem mais rico do País de Gales. Em 2008, junto com sua esposa, doou US$ 50 milhões para sua antiga escola, também em Oxford. Foi também um importante doador para a campanha do Barack Obama.  (by wikipedia) Em maio deste ano Moritz anunciou [2]que está se afastando parcialmente das suas atividades na Sequoia Capital por causa de uma doença incurável.

Pelo que me lembro é muito mais comum notícias de doações para universidades vindas da Europa e EUA do que no Brasil. E a pergunta que surge sempre é: por que não se lê notícias semelhantes no Brasil? Doações para escolas e universidades devem ocorrer também por aqui. Mas o que se lê, vez ou outra, são notícias de doações para hospitais de excelência. Me lembro do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, que é uma doação de direitos de imagem, ao que parece. E as frequentes doações de cantores sertanejos, entre outros artistas, a hospitais, como o Hospital de Câncer de Barretos (entre no sítio e veja que sempre há celebridades fazendo propaganda na primeira página), que tem a renda de 1 dia da famosa festa de peão doada ao hospital há 18 anos [3]. Uma lista divulgada pelo cantor Luan Santana é bem representativa (total de R$ 1,8 milhões). Embora precisemos de mais dinheiro, e mais bem aplicado [4], tanto na saúde quanto na educação.

Elio Gaspari escreveu sobre o assunto [5] e informa que as doações do bilionários brasileiros não são muito relevantes (por isso não se tem muita notícia). Ao contrári0 do que ocorre nos EUA, onde a respeitada Universidade Harvard foi fundada com doação de um pastor/taverneiro e o Massachussetts Institute of Technology (MIT) teve impulso com doações de George Eastman (fundador da Eastman Kodak, mais conhecida como Kodak – anagrama inventado por ele e sua esposa, e nada ver com a Linda Eastman depois McCartney]). O Brasil tem 36 bilionários (em dólares) na lista da Forbes (atualmente 37 [6]), mas, segundo Gaspari, juntando outros bilionários que escaparam ao radar da revista, somam 50 bilionários que acumulam pelo menos US$ 200 bilhões, mas só uns 30 patrocinam filantropias relevantes. Uma pequena parte desta dinheirama, uns US$ 500 milhões, ou US$ 10 milhões de cada um, seria o suficiente para fundar duas boas escolas, mais uma de engenharia e outra de medicina! Mas o que mais justifica esta avareza? O fato de que este dinheiro, passando pelo governo ou por instituições semioficiais, acaba malbaratado (sobre má distribuição de recursos na educação, ver artigo [4]).

[1] http://online.wsj.com/article/SB120874359166230199.html

[2] http://techcrunch.com/2012/05/21/venture-capitalist-michael-moritz-says-hes-stepping-back-from-sequoia-capital-because-of-illness/

[3] http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/luan-santana-divulga-planilha-com-valores-de-doacoes-que-fez-a-instituicoes-de-caridade/

[4] http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/radiografia_das_univers.htm

[5] http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/04/11/o-que-que-harvard-o-mit-tem-por-elio-gaspari-439819.asp

[6] http://www.forbes.com/billionaires/ – escreva Brazil no campo busca (SEARCH)