Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!

Chega de 11/9

O título de um post é quase tudo, mas este foi fácil escrever. Há uma semana ou mais a mídia nacional, e creio que ocidental, não para de inventar novas formas de falar do 11/9. Novas e muitas, muitas enquetes, novos comentaristas falando das mesmas coisas, novas formas de mostrar as mesmas imagens, novas coberturas do que os americanos estão preparando para o dia após 10 anos, etc, etc. Que muita gente já está cheia disso muita gente já sabe, e eu também.

Mas o que me levou a escrever foi este post no twitter de uma rádio, com a mais criativa enquete até o momento: “Enquete: O que seria diferente no pós 11/09 com Al Gore no poder? Ele também foi vítima de conspiração nas eleições presidenciais?” Tudo bem, pode ser interessante pensar nisso. Mas é um exagero como enquete. 

A mídia faz de tudo para mostrar e “remostrar” – e muito, o que os americanos fizeram, as guerras, a segurança extrema, as ações com turistas, contra estrangeiros em seu país, as homenagens que podem ter sentido para eles mas são sensacionalistas para nós, etc. Quantos milhares morrem no Brasil sem ser notícia? Quantos estão sofrendo agora com as enchentes no Sul? Como escreveu um amigo meu no twitter em seu desabafo sobre o mesmo tema.

A mídia poderia estar gastando bem mais tempo, e melhor, analisando como e por que o mundo mudou nestes 10 anos, o que isso tem a ver com as pessoas comuns aqui no Brasil e fora daqui, enfim em grande parte do mundo. Há também que enfatizar as centenas de milhares mortes causadas pelas duas guerras iniciadas pelos americanos (que Al Gore também faria e o Obama ainda não encerrou totalmente). Foram  900 mil mortes até hoje – citado pelo http://bit.ly/pGK4bU O prejuízo para o orçamento americano com as despesas militares foi alto, mas o lucro privado (talvez o que mais interesse ao governo americano) gerado por estas guerras também é alto, e isso eu não vejo na mídia (alguém viu?). 

Já as questões morais ou éticas, que também são importantes, ficam a cargo de cada um. Mas me permito incluir aqui. Minha filha me perguntou: o Osama é do mal? É louco? Eu respondi: Não. Nem ele nem o Bush. Cada um agiu segundo sua lógica, ou cultura, e muito bem construídas. Cada um reagiu de acordo com suas capacidades. No seu ponto de vista, cada um tem razões suportadas por muitos em seu país ou região. Este é o lado triste de todas estas situações que o mundo viveu e continua vivendo, infelizmente. E temos o que pensar: por que depois dos anos de paz e amor a humanidade não parou com as guerras? Ou, de uma forma menos romântica, por que o país responsável pela guerra símbolo dos anos 60 é o mesmo das guerras que talvez fiquem como símbolo do início do século XXI? Imagine.

P.S. Na minha memória, o assassinato do Osama foi o único na história recente (após a 2a Grande Guerra) anunciado por um presidente de um país, e comemorado por seu povo, esteja em guerra ou não.

Leia também Bin Laden made news, not history – Opinion – Al Jazeera English  http://aje.me/oUkZyd   

 

sobre os confitlos anti-Brasil no Suriname

Enquanto a humanidade não aprender a “ignorar” as linhas divisórias geográficas, que cada vez são mais virtuais, e respeitar os laços regionais, desavenças como estas e muitas guerras ainda continuarão a acontecer.

Às vezes precisamos ser criativos e inventar novos modelos. Muitos foram inventados na época do colonialismo, por que nossos diplomatas não inventam agora, no globalismo?

Meus caros, Diplomacia Brasileira? isso existe?