Fundação Araucária dobra recursos para projetos de pesquisa no Paraná

A Fundação Araucária lança até o final deste ano 29 editais para investir R$ 76,8 milhões em projetos de produção e disseminação científica e tecnológica no Estado. O valor equivale a quase o dobro do destinado para a área no ano passado.  Daquele valor total dos editais, R$ 24 milhões virão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o que significa a retomada da parceria com a instituição, interrompida desde 2005. A Capes tem um plano de investimentos para o Paraná que soma R$ 48,5 milhões, para aplicação em cinco anos. A contrapartida da Fundação Araucária é de R$ 25 milhões, somando R$ 73,5 milhões para trabalhos especialmente dirigidos ao fortalecimento das atividades de pós-graduação; pós-doutorado, mobilidade profissional, pós-graduação em conjunto com outras universidades e compra de equipamentos para laboratórios. Os recursos para investimento em programas de pesquisa e inovação vêm crescendo desde o início deste governo. Em 2010, por exemplo, foram feitos 14 editais para destinar R$ 24 milhões para o setor; no ano seguinte o montante subiu para R$ 39 milhões em 16 editais e, neste ano, o valor foi praticamente dobrado.  O presidente da fundação, Paulo Roberto Brofman, credita o crescimento dos recursos ao aumento no número de parcerias. Como aconteceu com a Capes, a Fundação Araucária recuperou outras parcerias importantes em Brasília, entre elas o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Fundação Araucária também mantém parcerias com a Fundação O Boticário e com o Parque Tecnológico Itaipu, e está negociando com a Sanepar, Copel e Fiocruz. Na avaliação do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, a parceria assinada com a Capes na última semana vai colocar a Fundação Araucária entre as cinco maiores do País. Em busca de boas ideias para atender a sociedade paranaense, a Fundação Araucária tem o apoio do Senai para atrair empresas para os projetos de ciência e tecnologia. Neste caso, o pesquisador tanto pode trabalhar em projeto próprio dentro de uma empresa, como pode desenvolver produto ou processo a pedido da própria empresa.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=69369