Eficiência da gestão municipal, a propósito do índice criado pela Folha – REM-F

Comentado no post do blog da Raquel Rolnik

Eu concordo com tudo o que você escreveu. As matérias que já li com resultados do REM-F confundem eficiência com eficácia. A eficiência, como o índice a apresenta, é a razão entre a aplicação dos recursos e o total de recurso recebidos (uma medida de produtividade). No entanto, como você observa, esta aplicação dos recursos, em termos de número de escolas, postos de saúde, etc. é apenas o meio (de produção) para se conseguir o resultado de fato, que é o bem estar urbano, o desenvolvimento humano e a qualidade de vida (todos entrelaçados). Eficácia é o alcance destes resultados.

Outra matéria publicada pela Folha sobre o REM-F comparou o aumento do número de servidores municipais entre 2004 e 2014. Quanto maior o percentual de aumento do número de servidores neste período, pior a “eficácia” das prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento. O número de servidores teria que ser comparado ou com a população da cidade (prefiro esta) ou com os resultados obtidos (como sugerido acima). A matéria indica que entre os municípios menos eficientes (até 0,30) o funcionalismo cresceu 67% em média, e nos mais eficientes (acima de 0,50) a taxa ficou em 48%. E afirma ainda que no mesmo período a população aumentou 12% (provavelmente a média nacional). No entanto, não considera quanto cresceu a população do município, se houve aumento da estrutura pública maior do que a média ou, ainda, se a estrutura pública estava abaixo das necessidades em 2004.

Mas eu vejo um grande benefício neste e em quaisquer outros índices que sejam publicados. Eles colocam a discussão das políticas públicas mais abertas e transparentes. Atualmente as discussões são eminentemente políticas e cada administrador divulga os índices que quer e como quer. Precisamos de mais entidades divulgando índices, mesmo que com erros metodológicos, para sairmos deste círculo vicioso imposto pelos políticos, principalmente em época eleitoral. O que é necessário é que sejam entidades apolíticas, idôneas, que as metodologias sejam abertas (permitindo justamente a discussão) e que sejam atualizadas periodicamente. A atualização periódica é até mais importante, pois permite comparações isentas de viés político. É o que se tem hoje com os indicadores da educação, que mesmo criticados (por ser do governo?), têm mostrado a real evolução da educação no Brasil. Deveríamos ter esse “costume” para todas as políticas públicas. A questão de qual a melhor metodologia é uma questão técnica que pode-se ir resolvendo a medida que as discussões avancem.

Você conhece o IBEU? Um trabalho do Observatório das Metrópoles (INCT).

Car sharing leads to reduced car ownership and emissions in cities, study finds — TechCrunch

Cars are one one of the top contributors to greenhouse gas emissions globally, and cars in cities can be especially heavy with their contributions, owing to traffic and population density. And while encouraging everyone to bike or use public transit probably isn’t going to convince everyone to ditch car ownership, car sharing services seem to be winning…

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Uber for 911 transport is a horrible idea — TechCrunch

The Washington D.C. Fire and EMS Department is considering a plan to use Uber to transport low priority 911 callers, according to NBC Washington. It’s a horrible idea. Washington’s plan is to hire a team of nurses who could evaluate a caller’s condition over the phone and direct them to an Uber if they are deemed stable. Already…

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USV’s Albert Wenger on converting our attitude on automation from foe to friend — TechCrunch

The zero marginal cost of information is turning everything upside down. Albert Wenger, Partner at Union Square Ventures asserts in our latest interview, “We are just at the beginning of this inversion.” Although the changes this inversion is bringing to many associated industries like traditional publishers, crowdfunding sites, and biotech companies are still in their infancy,… Read More

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Nus na rua, na Suiça.

Arthur Virmond de Lacerda Neto

Artistas nus, em público, apresentam-se na cidade de Biel (Suiça), como demonstração da inocência da nudez natural, da dissociação entre nudez e sexualidade. Exemplo para o mundo, especialmente para os brasileiros preconceituosos. O brasileiro confunde as coisas, a saber, o corpo com imoralidade e velamento dele com decência.

Assista à filmagem aqui.

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Arquitetura nota 10, mas urbanismo…

blog da Raquel Rolnik

Recentemente estive em Caruaru, no agreste pernambucano, para participar de um evento e, na ocasião, tive a oportunidade de visitar um empreendimento local do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) que tem sido muito elogiado por seu projeto arquitetônico.

Trata-se do residencial Wirton Lira, desenhado pelo escritório Jirau Arquitetura, da própria cidade. O projeto foi um dos selecionados para representar o Brasil na 14ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, realizada no ano passado.

Quem vê as fotos do projeto realmente se surpreende, dada a completa mesmice da maior parte dos empreendimentos do tipo, que apenas reproduzem o mesmo modelo.

residencial wirton lira jirau arquitetura Imagem: Jirau Arquitetura

A visita ao local, porém, mostra uma realidade completamente diferente. Mais uma vez, temos um conjunto do programa MCMV afastado da cidade, sem comércio nem serviços, longe dos equipamentos públicos, sem conexão com nada… enfim, sem urbanidade. As áreas que foram destinadas a ruas…

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A internet das coisas e a “coisificação do ser humano”

Ainda dá tempo para mudar essa história, sem abandonar a internet das coisas. Basta diminuir as horas de trabalho, a procura por trabalho, os resultados esperados do trabalho, a economia do trabalho e mudar para as horas das pessoas, a procura pelas pessoas, os resultados esperados das pessoas, e a economia das pessoas.

Daniela Manole - Blog

Vivemos a época em que os gadgets, como os smartphones, atuam como extensões dos nossos corpos. Quando estamos sem eles, se a bateria acaba, por exemplo, o sentimento é de vazio, de algo que falta em nosso próprio corpo, algo indispensável. Como achar um telefone? Um compromisso na agenda? O caminho para um destino? A conexão com os outros por meio das redes sociais? Isto para ficar nos usos básicos destas máquinas corporais.

Se já sentimos esta abstinência quando ainda são externos aos nossos corpos, é possível imaginar que com a internet das coisas o que mais desejamos sem, entretanto, pensar nas consequências, acontecerá. Uma enorme fusão entre homem e objetos, tudo interligado por uma enorme rede cibernética tomará forma. Desde o carro, os prédios, a mesa do escritório, os móveis e eletrodomésticos da nossa casa, nossos filhos, animais de estimação, bolsas, chaves, tudo que se possa imaginar. Basta que…

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Código mostra quais são os seus melhores amigos no Facebook

A fórmula que o Facebook usa para priorizar seus amigos não é conhecida. Os palpites são que essa prioridade considera as mensagens que você escreve e recebe, os status e imagens que você curte, etc. Vários códigos para gerar esta lista já foram publicados, muitos funcionaram por algum tempo (isto por que o Facebook altera funções internas sem aviso prévio!). Por algum tempo houve até uma função chamada OrderdFriendsListInitialData.

O último código foi escrito por Arjun Sreendharan em seu blog, em 4/Nov e atualizado em 12/Nov. Eu li no Tecmundo, mas o código colocado no link na matéria do Tecmundo está errado ou desatualizado. O código correto (funcionou para mim tanto no Chrome quanto no Firefox) está no primeiro comentário da matéria. Mas o código atualizado no blog do Arjun está melhor, pois inclui também o score para grupos, páginas, escolas, cidades, etc. Para funcionar é melhor você iniciar o facebook numa aba nova.

 

Olhando a lista gerada para meu perfil posso concluir que:

  • os dados consideram um período anterior bem recente e curto
  • as mensagens trocadas recentemente tem mais peso
  • tem mais peso os amigos que você marcou para notificações e os que curtem seus status e fotos (evidentemente)
  • no caso de grupos e páginas aparecem primeiro os que você mais escreve e acessa

Parece tudo lógico e correto, falta descobrir o algoritmo!! (também não sei pra que). Isto também serve para gerar uma lista dos seus amigos (já coloquei a minha no excel para futuros tratamentos!), ou tem alguma outra forma?

 

 

blog da Raquel Rolnik

Em várias cidades brasileiras e do mundo, são muitos os grupos de pessoas que se organizam para andar de bike, promover discussões sobre a bicicleta como meio de transporte e sobre novas formas de percorrer as cidades e se deslocar. Menos conhecidos, mas também se multiplicando, são os grupos que se organizam para andar a pé… isso mesmo! No ano passado, por exemplo, visitei o “Tenement Museum” no Lower East Side, tradicional porta de entrada de imigrantes em Nova York, e tive a grata surpresa de, ao invés de percorrer salas fechadas com exibição de fotos e documentos, participar de uma caminhada pelas ruas do bairro, guiada por um monitor que ia, ponto a ponto, esquina a esquina, contando a história da cidade e da imigração.

Na semana passada, recebi de um leitor informações sobre a “Jane’s Walk”, uma iniciativa surgida em 2007, em Toronto, no Canadá, em homenagem…

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