Títulos públicos

Os títulos públicos estão sendo mais um problema do que uma solução para muitos países. Países estes que contraem dívidas de longo prazo, vendendo seus títulos, numa quantidade maior do que sua capacidade de pagamento. E quanto menor a capacidade de pagamento do país, maior será a taxa de juros que os financiadores (ou especuladores?) irão cobrar. Mas poderiam os países viverem sem emissão de títulos públicos, ou, pelo menos, numa quantidade menor?

A maior parte dos grandes investimentos de um país são feitos pelo governo ou com dinheiro emprestado do governo (a juros mais baixos do que o mercado e prazos muito longos). Logo, nenhum país sobrevive sem empréstimos. Ou, melhor seria dizer, nenhum país cresce, e se desenvolve, sem empréstimos. É só olhar as cores neste [[mapa mundial da dívida|http://www.economist.com/content/global_debt_clock]] – os que menos devem são os mais pobres (África em peso).
“A questão” são duas: quanto o governo paga pelo dinheiro (não é esse o problema do Brasil hoje?) e o que o governo faz com o dinheiro (não foi esse o problema da Grécia e outros países mais pobres que entraram no Euro?). Vamos a algumas soluções novas, ou nem tanto.
No caso de países que tem que manter juros altos, não poderia o governo simplesmente emitir moeda própria (carimbada) para despesas com novos investimentos. Por exemplo, o Brasil emitiria notas de real “Belo Monte”, para financiar esta usina (caso seja aprovada). E quando essas notas retornassem para o caixa do governo, seriam destruídas – pode isto? O dinheiro serviu para pagar o investimento, circulou na economia, mas no médio prazo (5 anos?) não aumentou a moeda circulante, pois saiu de circulação, e sem pagar um centavo de juros. Acho que o Thomas Edison (com apoio do Henry Ford) deu essa ideia para o governo americano logo após a primeira guerra (li em algum lugar, vou procurar).
No caso do governo emprestar dinheiro, este dinheiro poderia ficar restrito a investimentos. Ou seja, não poderia pagar a sua administração.

Não melhora a situação de muitos países?

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!