Código mostra quais são os seus melhores amigos no Facebook

A fórmula que o Facebook usa para priorizar seus amigos não é conhecida. Os palpites são que essa prioridade considera as mensagens que você escreve e recebe, os status e imagens que você curte, etc. Vários códigos para gerar esta lista já foram publicados, muitos funcionaram por algum tempo (isto por que o Facebook altera funções internas sem aviso prévio!). Por algum tempo houve até uma função chamada OrderdFriendsListInitialData.

O último código foi escrito por Arjun Sreendharan em seu blog, em 4/Nov e atualizado em 12/Nov. Eu li no Tecmundo, mas o código colocado no link na matéria do Tecmundo está errado ou desatualizado. O código correto (funcionou para mim tanto no Chrome quanto no Firefox) está no primeiro comentário da matéria. Mas o código atualizado no blog do Arjun está melhor, pois inclui também o score para grupos, páginas, escolas, cidades, etc. Para funcionar é melhor você iniciar o facebook numa aba nova.

 

Olhando a lista gerada para meu perfil posso concluir que:

  • os dados consideram um período anterior bem recente e curto
  • as mensagens trocadas recentemente tem mais peso
  • tem mais peso os amigos que você marcou para notificações e os que curtem seus status e fotos (evidentemente)
  • no caso de grupos e páginas aparecem primeiro os que você mais escreve e acessa

Parece tudo lógico e correto, falta descobrir o algoritmo!! (também não sei pra que). Isto também serve para gerar uma lista dos seus amigos (já coloquei a minha no excel para futuros tratamentos!), ou tem alguma outra forma?

 

 

Curitiba. Viaduto estaiado? Vai pra ponte que partiu…

De Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) publicado pelo jornal Gazeta do Povo, de Curitiba

Curitiba ganhará um novo cartão postal: um viaduto estaiado! Os benefícios são incontáveis: a população poderá tirar fotos da nova atração, poderá passar pelo viaduto de carro e, ainda por cima, postar no Facebook, com orgulho, que a cidade finalmente está no mesmo patamar de desenvolvimento de São Paulo, Brasília e Manaus.
Particularmente, entretanto, não acredito que a capital paranaense careça de cartões postais. Já temos vários. Tantos que, por não dar conta de todos, a Prefeitura está repassando alguns para o controle da iniciativa privada, como a Pedreira Paulo Leminski, a Ópera de Arame e o Parque Náutico do Iguaçu.
Voltando à ponte: há poucos dias, o prefeito Luciano Ducci (PSB) autorizou a construção do viaduto estaiado na Avenida Comendador Franco (das Torres). A previsão inicial é que a “obra de arte a céu aberto” custará R$ 84,5 milhões, oriundos das burras públicas, o que equivale ao gasto de aproximadamente R$ 50 por habitante na obra.
Qualquer municipalidade minimamente democrática consultaria todos os seus cidadãos antes de tungar R$ 50 do bolso de cada um deles. Consultas públicas ou mesmo plebiscitos são experiências interessantes para ensinar a população a participar de decisões importantes sobre o futuro da cidade que, no fim das contas, pertence a todos – ainda que partes dela estejam em vias de ser privatizadas.
Mas, certamente, os defensores do viaduto teriam poucos argumentos para defender a obra em um ambiente aberto de debates. Ainda que a beleza paisagística seja evocada (o que também é questionável), a ponte não será tão bonita assim a ponto de justificar o custo equivalente a 20 viadutos comuns.
Na prática, pagaremos por um “Minhocão” suspenso por cabos de aços que, muito provavelmente, até mesmo Paulo Maluf teria pudores de propor hoje em dia.
Além disso, não é preciso ser nenhum gênio da engenharia de trânsito para reconhecer que investimentos em transporte público coletivo e ciclovias geram um efeito sistêmico muito mais positivo para o trânsito do que obras viárias para a circulação de carros – que tendem a saturar em um curtíssimo espaço de tempo.
No artigo “Os Dividendos da Bicicleta!, publicado recentemente no jornal The New York Times, a professora de economia da Universidade de Massachusetts Nancy Folbre comemora o fato dos investimentos em infraestrutura para ciclistas ter dobrado nos Estados Unidos entre 2006 e 2010, atingindo a média de US$ 4 (cerca de R$ 8) por cidadão. Mas ela acredita que ainda é pouco.
Apenas para efeito de comparação, em 2011, o investimento de recursos do orçamento municipal de Curitiba na melhoria da rede cicloviária da cidade foi de apenas R$ 174,4 mil, o que equivale ao investimento de US$ 0,05 (R$ 0,10) por habitante, ritmo equivalente ao aplicado nos EUA no ano na penúltima década do século passado.
Para que a capital paranaense atinja o mesmo nível de investimento das cidades norte-americanas, seria um incremento de 8.000% no atual ritmo de investimentos. Mas esse abismo não se justifica pela escassez de recursos, já que sobra dinheiro para construção de obras faraônicas.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, o viaduto terá a implantação de “ciclovia compartilhada” nas duas laterais para o trânsito seguro de ciclistas e pedestres. A Avenida Francisco H. dos Santos, entretanto, não tem vias para circulação de ciclistas. Nem mesmo as chamadas “ciclovias compartilhadas”. Os engenheiros do Ippuc já deveriam ter aprendido que infraestrutura cicloviária só faz sentido se e quando conectadas em rede.
Se optasse pela eficiência do gasto público, um viaduto comum poderia ser construído no local por apenas R$ 4,22 milhões. Sobraria assim dinheiro suficiente para elevar os investimentos na construção de ciclovias, elevando, em pouco tempo, Curitiba ao mesmo patamar de cidades norte-americanas em termos cicloviários.
Ainda assim, sobrariam R$ 66,2 milhões para compra de mais de 60 novos ônibus biarticulados do tipo “azulão”, frota capaz de transportar 15 mil pessoas de uma só vez, para ficar só na pauta da mobilidade –, ou ainda para investimentos em escolas, creches, postos de saúde e saneamento básico.
Isso prova que nosso subdesenvolvimento tem muito mais a ver com a ineficiência na formulação das políticas públicas de nossos governantes do que necessariamente com a falta de recursos.
Ainda que “moderno e futurista”, como quer nos fazer crer a propaganda oficial, o viaduto, na verdade, não nos conecta ao futuro. Ele é sim uma ponte sem retorno, que nos leva obrigatoriamente a um presente em que fazer política significa entregar obras grandes e caras para agradar empreiteiras financiadoras de campanha.
Comentários:
Concordo em gênero, número e grau! E se nossas políticas públicas estão bem assim, a culpa não é somente dos nossos prefeitos. É também da população que não se manifesta. E como se manifestar no assunto políticas públicas. É simples: mostrar aos vereadores (naquele em quem votou, ou naqueles do seu partido, ou naquele que se dizem representantes do seu bairro) o que pensamos. Como mostrar? Como dizem, uma pessoa só não faz a diferença (nesse caso), mas muitas pessoas fazem mudanças. Ou seja, mostrar através da associação de moradores do seu bairro, da associação de pais da escola do seu filho (filha tb), da paróquia (para os não católicos que seja outro nome) da sua igreja, do seu condomínio, etc. Todos estes organismos da sociedade civil podem, inclusive, encaminhar propostas de projetos para a Câmara de Vereadores. Para tanto, devem haver discussões nestas comunidades. E não só no Facebook!
Mas tudo bem, tem um jeito mais fácil? Sim, tem. Os nossos vereadores. Eles tem mais culpa do que nós e do que os prefeitos, ou o IPPUC. Eles deveriam estar ouvindo as comunidades que representam, e as outras também. E fazer valer o seu trabalho de legisladores, incluindo aqui as políticas públicas.
Como as comunidades (grandessíssima maioria) não discutem assuntos de política. Como os vereadores não nos representam nas muitas demandas que a população, pois não as vê sendo atendidas e depende das promessas dos prefeitos (muitas vezes não cumpridas, como na aplicação dos recursos do orçamento para mobilidade para as bicicletas). Então não precisamos de vereadores, pelo menos não em tempo integral. Que eles sejam convocados para legislar e fiscalizar quando necessário. E no mais, usemos o plebiscito (pela internet) para os cidadãos curitibanos decidirem suas vontades, como sugerido pelo Alexandre.
Melhor ainda se este conceito fosse ampliado. É o que chamamos de Democracia Direta.

Fofoca digital

O que é a fofoca? Segundo a wikipedia, consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia. Ainda segundo a Wikipedia, já na Inglaterra da rainha Elizabeth existia a fofoca – no caso, a fofoca real! E também segundo a Wikipedia, a fofoca é considerada um hábito feminino, mas estatisticamente os homens são mais fofoqueiros. Os assuntos mais fofocados geralmente estão ligados a fatos ou pessoas próximas, no ambiente de trabalho, na vizinhança, na família. Às vezes uma fofoca é iniciada pelo próprio agente participante. Neste caso, se for homem, este forneceu a informação (a fofoca) para gabar-se com os amigos. Já as mulheres, para liquidar com a fama de alguma concorrente. Já as fofocas de pessoas públicas tornaram-se um negócio, o das revistas de fofocas, e muito lucratico, pois muita gente gosta de ler estas fofocas – pagando ou não para isso, pois, hoje em dia, a internet está repleta de fofocas grátis.

Como característica dos agentes participantes de uma fofoca tem-se a proximidade – amigos, vizinhos, colegas de trabalho, etc. Assim, a fofoca tem alguma credibilidade, que, geralmente, não pode ser confirmada. Daí o prazer que muitos tem em passar a fofoca adiante. Mas uma fofoca pode acabar com a reputação de uma pessoa, pois, até que seja desmentida, muita água vai passar debaixo dessa ponte. E por isso também corre-se o risco de comprar uma briga. Por isso, antes de passar adiante, tem-se que medir estas consequências, ou seja, sobre quem você está fofocando. Se for do seu chefe, ou sua chefe, é melhor não arriscar. No caso dos jornalistas, o cuidado a se ter é confirmar a informação antes de escrever, ou ter uma fonte totalmente confiável.

Falando agora da internet. O que se tem hoje na internet? principalmente duas situações. A primeira é a avalanche de informações. Além das mídias convencionais (televisão e jornais, principalmente) que também estão na internet, existem as mídias sociais, novidade mais recente na internet. Mídias sociais (ou redes sociais) são os blogs, facebook, twitter, youtube, orkut, myspace, delicious, etc. Estes são aplicativos (software) para internet que permitem que o utilizador do aplicativo crie seu próprio conteúdo e troque conteúdos com outros, sem interferência (em tese) do gestor do aplicativo. Eu creio que a capacidade de todas as pessoas que estão utilizando as mídias sociais de produzir informação, ou replicá-la, é muito maior do que a capacidade das mídias convencionais. Vejamos. No Brasil há mais de 35 milhões de usuários inscritos no FacebookO tempo que as pessoas no Brasil passam na internet é maior do que 2 horas diárias. Uma pessoa, em média, via internet, é capaz de comunicar cerca de seis jornais completos por dia, seja em conversas, mensagem e troca de dados (li aqui). Faça as contas. O excesso de informação é considerada a neurose do século XXI, isto para quem leva a informação a sério, mas não é disso que estou tratando neste post. E as redes sociais também estão cada vez mais rápidas em divulgar os fatos. Num fato bem recente, a morte da cantora Whitney Houston foi divulgada 27 minutos antes no Twitter do que na Associated Press.

A segunda característica, é que a internet, mais especificamente, as redes sociais, conectou pessoas que propriamente não se conhecem. Você (no sentido genérico) escreve para uma pessoa na rede social por que a achou simpática, por qualquer motivo. Mas este motivo pode ser bastante superficial, após uma dúzia de tweets apenas, por exemplo. E até prova em contrário, você continuará achando esta pessoa simpática, e vai compartilhar e comentar boa parte do que esta pessoa compartilhar. E assim esta formada uma rede gigantesca, amorfa, sem cara nem cor nem credo. De outro lado, nas redes sociais, todo mundo diz o que pensa, pelo simples fato de que se pode dizer o que se pensa. Assim, qualquer mensagem ou conteúdo que agride alguma parte desta rede amorfa irá resultar no caos: milhares de comentários agressivos, exortando a ignorância dos pretensos autores, muitas vezes altamente discriminatórios, sem limites, muitas vezes ilegais. E como não há contato próximo entre as pessoas, a frieza e a fúria se amplificam espetacularmente (mas quase ninguém bota a cara no youtube!). E o fato de que em redes sociais como o Facebook as pessoas estão identificadas (diferentemente dos blogs), é comum também os exibicionismos de opinião – opina-se sobre tudo. Qualquer fato é motivo para dar uma opinião. Multiplique isso por vários milhares, e teremos um pequeno caos dentro do grande caos. Qual o ganho disto tudo? há que se refletir (eu tenho algumas ideias …)

E onde as duas coisas se ligam – a fofoca e a internet. Bem, a fofoca precisa de afirmações não baseadas em fatos concretos. E as mídias sociais trazem milhares de afirmações por dia – e outros milhares de informações. E está feita a festa. Aqueles que adoram uma fofoca, passam a fofocar de todos, não mais apenas do seu pequeno círculo de relações. E aqueles que não gostam da fofoca convencional, ou tem receio, entram na brincadeira digital – ou, às vezes, estão passando uma fofoca sem saber (leia último parágrafo). E esta nova modalidade de fofoca, a digital, segue fazendo seus estragos, destuindo reputações, matando pessoas, entre outras barbaridades.

Eu não poderia terminar sem um conselho, muito comum entre consultores de mídias sociais na web. Quando você receber uma notícia, aplique este novo ditado “Google before you tweet is the new think before you speak“* (google** antes de twittar*** é o novo pense antes de falar). As situações enganosas mais comuns é que a noticia é velha (e você estará passando como nova) ou não é verdadeira. Exemplos não faltam, veja alguns dos mais famosos no site http://www.e-farsas.com/. Veja uma boa síntese de conselhos aqui. Bem, eu não segui todos os conselhos ao escrever este post, e espero que tudo certo e eu passe ileso por essa!

* ainda não descobri quem criou este ditado
**google, do verbo googlar
***eu prefiria tuitar, mas me rendi ao professor Laércio