Religião e futebol

Para os amantes do esporte bretão, ou catalão, o futebol é uma religião. Mas a religião também pode se beneficiar do futebol. O Santuário Nacional de Aparecida, instituição (com CNPJ e recolhedora de impostos) da igreja católica que administra a basílica de Aparecida, apresentou projeto ao BNDES para financiamento para construção de hotel com 330 suítes próximo à basílica. A instituição católica afirma que solicitou o financiamento no programa de incentivo ao turismo do banco. O BNDES confirma que transferiu  (espertamente) o contrato de seu programa regular para o o ProCopa Turismo. E as obras estão bastante adiantadas. Leia mais no Contas Abertas

Fonte: Contas Abertas

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!

Natal e Ano Novo

Há os que acham o Natal e o Ano Novo datas comemorativas muito comerciais hoje em dia. E há os que mantém a tradição secular ligada à sua religião. Cada um com sua razão. A comemoração do dia 25 de dezembro é anterior à comemoração do nascimento de Jesus*. Esta data foi emprestada pela igreja católica. Pois não se sabe em que dia Jesus nasceu, ou se realmente nasceu – é uma questão de fé. O Papai Noel não tem nenhuma relação com o nascimento Jesus. E a cor vermelha da sua roupa foi invenção de uma propaganda da Coca-Cola* – pode ser mais comercial que isso? (pode!)

A comemoração do Ano Novo existe em todas as culturas que tem calendários anuais (hoje a maioria quase absoluta). No nosso caso, foi uma invenção de um imperador romano lá próximo ao ano zero* . Todos gostamos de festas, e qualquer data boa para uma festa, um dia terá uma festa. Talvez fosse assim mais no passado remoto do que hoje, nos tempos em que a maioria trabalhava na agricultura, não tinha patrão nem descanso, e recebiam pouco pelo que produziam. Precisavam inventar as festas (no mínimo a cada mudança de estação). Hoje a maioria trabalha com dias e horários definidos, boa parte tem patrão e recebe o suficiente para festejar toda semana, ou quase todo dia. Não precisa mais de festas, precisa de feriados prolongados. Mas o comércio ganha com as festas e faz tudo para renová-las, mudando tradições sem o menor pudor (há quantos anos se consome panetone com gotas de chocolate?). É melhor aumentar a atividades econômica com troca de presentes do que com as guerras (que ainda estão longe de serem extintas).

Eu penso que os seres humanos precisam de relações com o desconhecido, o imaginário, o divino, daí a origem da palavra religião (religare, ligação). Talvez por não termos noção da nossa igorância. E na medida em que tenhamos noção da nossa ignorância (com os avanços científicos, sociais e dos valores humanos), talvez deixemos de precisar dessa ligação.

Mas continuaremos renovando as festas, alterando as motivações, mas sem deixar morrer. E nisso a igreja católica foi sábia. Aproveitou o que pode das festas pagãs já existentes – incluindo o Natal. A troca de presentes já era praticada nessa comemoração, antes dos reis Magos. Hoje em dia nem os ateus pensam em pedir o fim das festas católicas, pois todas são feriados.

Que mal há em nos presentearmos no Natal e nos abraçarmos nos Ano Novo? Então, Boas Festas!!