Bosch acerta acordo com os trabalhadores para as demissões

Atualizando post anterior do dia 18  (link no final)

No dia 20 a Bosch concordou com a proposta dos trabalhadores para a compensação das demissões. Entre as justificativas da unidade paranaense para demitir estão: crise na Europa, adaptação ao novo Euro 5 e retração no mercado de motores a diesel no país. Desde janeiro deste ano até agora a Bosch já realizou mais de 500 demissões, considerando apenas os desligamentos via Sindicato. A Bosch já havia demitido 826 trabalhadores em 2009 (após a crise financeira mundial), com as mesmas compensações.

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Bosch demitirá cerca de 400 trabalhadores da fábrica de Curitiba

Atualização em 23/08/2012 ao final do texto.

A retração da venda de motores a diesel no Brasil (ao contrário de outros países, no Brasil carros de passeio não tem motores a diesel, somente algumas SUVs), a queda das exportações e o aumento dos custos de fabricação para adaptação ao novo padrão de  motores exigido no Brasil levaram a Bosch a anunciar já no início do ano que haveriam demissões – em torno de 10% do total de trabalhadores da fábrica. A empresa fez uma proposta aos metalúrgicos de compensação pelas demissões.

A proposta da empresa foi recusada pelos trabalhadores em assembleia na sexta-feira (17), que deram um prazo para empresa fazer uma contraproposta. Caso não haja acordo os trabalhadores mudaram de tática e passarão a negociar um acordo de permanência na empresa, havendo possibilidade também de paralisações.

Atualização em 23/08/2012

No dia 20 a Bosch concordou com a proposta dos trabalhadores para a compensação das demissões. Entre as justificativas da unidade paranaense para demitir estão: crise na Europa, adaptação ao novo Euro 5  e retração no mercado de motores a diesel no país. Desde janeiro deste ano até agora a Bosch já realizou mais de 500 demissões, considerando apenas os desligamentos via Sindicato.  A Bosch já havia demitido 826 trabalhadores em 2009 (após a crise financeira mundial), com as mesmas compensações.

A unidade da Bosch situada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) produz bombas injetoras para sistemas a diesel e emprega cerca de 3,6 mil trabalhadores. A empresa possui mais três plantas no Brasil: duas em Campinas (SP) e uma em Aratu (BA). As unidades instaladas no país fabricam produtos para o mercado de reposição, ferramentas elétricas, sistemas de segurança, termotecnologia, máquinas de embalagem e máquinas industriais, além de prestar serviços automotivos para montadoras.

Fontes:

http://www.simec.com.br/?area=ler_noticia&id=2219

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=897575&tit=Bosch-demite-900-e-da-ferias-para-3-mil-em-Curitiba

 

TRT condena supermercado do Paraná a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo aos empregados

Fernando César Oliveira Da Agência Brasil

(matéria sintetizada. leia a original no link acima)

O Tribunal Regional do Trabalho condenou a rede de supermercados Condor a pagar indenização de R$ 1 milhão por dano moral coletivo aos empregados por desrespeito a direitos trabalhistas. A rede Condor é a segunda maior do Paraná (com 36 lojas e 3 a 4 mil empregados), e a nona do país (ranking da Abras). A multa será revertida ao Fundo de Amparo ao  Trabalhador  (FAT). Entre as irregularidades punidas estão a prorrogação da jornada de empregados além do limite legal de duas horas extras diárias; a concessão irregular dos intervalos semanal e intrajornada; o pagamento de salários e verbas rescisórias fora do prazo; a escalação de empregado menor de 18 anos em trabalho noturno; e a inexistência de local adequado para a guarda dos filhos em fase de amamentação.

“O MPT vem há oito anos buscando [fazer com] que essa importante empresa do comércio paranaense assuma suas obrigações trabalhistas mínimas, sem qualquer resultado prático”, diz trecho do voto da desembargadora Ana Carolina Zaina, relatora da ação, referindo-se ao fato de o Ministério Público ter tentado, em vão, firmar um termo de ajustamento de conduta com o Condor em meados de 2004.

Em nota, a empresa argumenta que o processo trata de “algumas poucas autuações lavradas pelo Ministério do Trabalho”, e que tais autuações envolveriam “um número reduzido de trabalhadores, menos de dez”.

O procurador Gláucio Araújo de Oliveira rebate a argumentação apresentada pela empresa.  “O setor supermercadista é profundamente marcado por irregularidades desse tipo”, afirmou. “Basta fazer uma consulta aos processos movidos na Justiça do Trabalho, apenas em relação ao Condor são centenas. Há inclusive autuações recentes contra a empresa.”

Comentário: A CBN noticiou que a empresa vai recorrer.